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Amar como a si mesmo

Publicada em 24/06/2019, por Wilson Czerski

Expresso em formas diferentes, essa máxima cristã sobre a necessidade de amar aos outros como a si mesmo está presente em outras culturas, filosofias e religiões. Aqui pretendemos entender o lado menos estudado da proposição.

 

Parte-se sempre da premissa que todo indivíduo gosta muito de si a ponto de fazer por ele próprio tudo que julgue bom e justo capaz de lhe proporcionar paz, felicidade e tudo o que for de melhor. Mas, efetivamente, será que nos amamos de verdade? Será que sabemos o que é o melhor para nós?

 

E olha que não estamos nem de longe insinuando a adoção de comportamentos egoístas quando fazemos do umbigo o centro do universo. Não, decididamente não. Primeiro porque o egoísmo colide com aquele princípio propugnado pelo Cristo, espinha dorsal da fraternidade que deve pautar a vida de todos os indivíduos em benefício da construção de um tecido social mais homogêneo, menos desigual e injusto.

 

Segundo, porque o egoísmo, no dizer dos Espíritos Superiores, é uma das duas maiores chagas morais da humanidade. Ou seja, de pronto, raciocinando sempre em torno da vida da alma, o egoísmo constitui-se em deficiência grave e consequências nocivas. Ora, para o indivíduo consciente disso é fácil concluir que o agir de modo egoísta demonstra falta de amor por si mesmo. Ao privilegiar o momento presente em detrimento da sorte futura admite a própria falta de inteligência nas escolhas pelo exercício do livre-arbítrio.

 

Contudo, examinemos um pouco mais detidamente a questão. O que significa amar a si mesmo? Já vimos que não é desejar as coisas boas só para si. Mas será que temos tido – a maioria – o discernimento para demonstrar o amor próprio, aqui não no sentido de orgulho, porém de sentimento de querer ver o objeto amado em plenitude de bem-estar?

 

Quem pensa que gostar de si mesmo resume-se simplesmente proporcionar-se a satisfação de todos os desejos, especialmente físicas, lamento dizer, está totalmente equivocado. Amar a si mesmo pode começar por respeitar o próprio corpo e seus limites.

 

Respeitar o corpo é valorizar ao máximo o veículo físico que possuímos no presente para utilização no progresso espiritual, tratá-lo como ferramenta de trabalho a serviço da alma. É não agredi-lo com qualquer tipo de excesso: vícios, trabalho ou ociosidade, sexo indisciplinado ou francamente abusivo.

 

O corpo é o envoltório, vestimenta do espírito e nunca a própria essência do ser. Valem os cuidados com a sua saúde: exercícios físicos, na academia ou não,

 

alimentação adequada, medicina preventiva e até mesmo o esforço comedido em embelezamento, mas sempre visando mantê-lo em boas condições de uso para o trabalho, o estudo, o desenvolvimento de talentos diversos como as artes, as práticas esportivas, atividades sociais e de auxílio ao próximo, tudo com reflexos no enriquecimento dos valores do espírito.

 

Fazer o contrário, dando primazia absoluta aos gozos materiais, é inverter as prioridades da vida do ser humano que emigrou da dimensão espiritual, estagia por algumas décadas por aqui e depois retornará para aquele mundo de origem levando na bagagem todos os acertos e méritos, mas também a somatória de erros que tiver cometido por aqui.

 

Amar a si mesmo é cultivar bons hábitos, desenvolver virtudes, é crescer em inteligência e moralidade, é iluminar o caminho pelas boas obras direcionadas aos outros. Amar a si mesmo é desfrutar desta vida com alegria e conforto material se possível, mas acima de tudo é ser inteligente para reconhecer que a vida corporal representa o local da semeadura cuja colheita faremos num inevitável amanhã para além das fronteiras da morte biológica

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