ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 142ª edição | 11 de 2020.

Editorial

 

Um olhar sobre o Movimento Espírita

Para esta edição especial resolvemos convidar alguns articulistas para escrever sobre o Movimento Espírita em geral com o intuito de obter uma visão panorâmica do que acontece por aqui em termos produção e divulgação de conhecimento, bem como sobre a atuação dos profitentes do Espiritismo.

O resultado é o que se vê a partir da página 5. Mas antes nós temos o Autorretrato (pág.2).  “Confidências de um jornal” mostra-se coerente com o título da seção que é uma forma de reviver os principais destaques da edição de dez anos atrás. Por isso, julgamos oportuno – cabe ao leitor concordar conosco ou não – dar voz mais uma vez ao próprio jornal, falando na primeira pessoa, na vestimenta dessa prosopopeia.

Na “pele” do próprio Comunica Ação Espírita, o leitor poderá aquilatar da estrutura, dificuldades, lutas e dúvidas que permearam esses 25 anos da “família ADE-PR”. As atividades que já fizeram parte, as que estão ativas atualmente e seus desafios – e vitórias. Por trás, os que dão vida a elas, encarnados e desencarnados.

Na panorâmica sobre o Movimento tivemos uma diversidade de temas e ideias. De certa forma, na mesma linha do Autorretrato, deparamos com o relato de Marcelo Henrique Pereira. Sim, porque não se trata de uma peça de ficção com o intuito de alicerçar um argumento crítico a certos comportamentos disseminados em nosso meio, no caso, algumas palestras e conferências.

Sempre que damos por falta de um frequentador mais ou menos antigo ao Centro, questionamos sobre o motivo do afastamento. Reza a cartilha da fraternidade que se deveria contatar o ausente para conhecer a razão, o que quase nunca acontece. 

De qualquer forma, excluída a situação de enfermidade, em geral deveria acender o sinal de alerta. Muitas vezes percebe-se um oculto desencanto com o Espiritismo, ou melhor, com os espíritas. Por melindre injustificável, talvez. Porém, o problema pode ir bem além disso, como no caso do articulista, real e testemunhado.

Gezsler Carlos West, ou Geo, como prefere ser chamado, comenta sobre união e unificação, coisas diferentes, embora idealmente complementares. Há, segundo ele, a unificação doutrinária e a administrativa que, também, devem convergir.

Na primeira, não se trata de pensar igual, mas haver concordância e adesão aos princípios básicos do Espiritismo insertos em “O Livro dos Espíritos” de tal forma que a aceitação dos mesmos permite a classificação do indivíduo como espírita e, se acrescentada a busca pela transformação moral, estaremos diante de um espírita verdadeiro, conforme definido no ESE.

Quanto à unificação administrativa há vários modelos desde a participativa até a totalmente centralizada a depender “das prioridades, interpretações doutrinárias e modos de atuação”. Diálogo e valorização da diversidade abrem caminho para a união, consequência da fraternidade, clima obrigatório para os ambientes espíritas.

Carlos Augusto Parchen fala de dogmatismo e fanatismo. Temos isso? Ao seu ver esse ‘falar para o próprio umbigo’, conforme o título do seu texto, agravou-se com a pandemia e a disseminação de “mensagens, exortações, recomendações e orientações” nas redes sociais abusando de frases belas na forma, mas desgastadas e vazias de conteúdo.

É o “mais do mesmo”, para o consumo interno, sem contextualização ou aprofundamento e incapaz de atingir o grande público, evidenciando falhas nos conteúdos da comunicação espírita. Aqui não sabemos se a crítica envolve somente indivíduos ou as instituições, especialmente as mais voltadas a essa área.

Já o texto de Ivan Franzolim contempla informações recolhidas das pesquisas anuais idealizadas e executadas por ele desde 2015 que pretendem mapear o que pensam e o que fazem os espíritas brasileiros.

Alguns destaques saltam aos olhos: a maior participação das mulheres, a baixa renovação em consequência, em grande parte, da pouca participação dos jovens. Como efeito dominó, quem faz está sobrecarregado.

Mais: predominância da visão religiosa do Espiritismo; só pouco mais que um terço (37%) acreditam que o Brasil é “o coração do mundo, pátria do evangelho”, mesmo porcentual dos que não concordam com todas as explicações espíritas. Aqui, é de se perguntar: por quê? Porque foram mal explicadas ou porque se insiste em respostas-prontas e genéricas?

Não escapam à observação algumas crenças alimentadas: para 19,9% dos entrevistados, há grande probabilidade de Chico Xavier ter sido Allan Kardec; 47,2% acreditam que a chamada Transição Planetária deverá ocorrer entre 50 e 100 anos e 35% acreditam que objetos fluidificados podem proteger ou ajudar alguém.

Convidamos você, caro leitor, a empreender um esforço para meditar, não só sobre estes últimos dados e os demais do levantamento de Franzolim, mas de tudo o que disseram os outros articulistas nas páginas a seguir. E se possível, replicar em seus ambientes espíritas para que, principalmente, cheguem às mãos daqueles que seguem mais à frente do nosso Movimento.

Material valioso, fruto do estudo, da observação e experiência de diversos estados e regiões brasileiras. Quem sabe, num gesto de humildade e bom senso, possamos todos tirar algo de útil para uso futuro, se possível amanhã!

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