ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 80ª edição | 07 de 2010.

Editorial: As obsessões ocultas, a OMS e as terapias

A propósito da notícia desta edição que trata, à página 04, do reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde da obsessão como doença, ocorre-nos observar com atenção o dia a dia das pessoas e sua atuação na sociedade para verificarmos o grau de perturbação a que estamos expostos.

A mídia ocupa-se ininterruptamente de casos escabrosos de violência e crime que se sucedem, os quais são concomitantes aos cerca de 140 homicídios diários em nosso país que deixam de ser compartilhados pelo todo da população para ficar apenas no âmbito das estatísticas policiais e na dolorosa vivência das pessoas próximas às vítimas.

É de se perguntar quantas destas mortes, além de outros milhares delitos como estupros, agressões, pedofilia etc, não têm a sua gênese nos processos obsessivos. A OMS, ao reconhecer, primeiro a possibilidade de interferência de agentes personímicos externos ao indivíduo e, segundo, distinguir entre os tidos como normais e os capazes de provocar distúrbios como as alucinações, dá passo importante no sentido de compreensão por parte da ciência médica, da interação social entre encarnados e desencarnados.

Ao familiarizar os médicos com a existência de enfermidades provocadas por espíritos, abre caminho para novos estudos visando auxiliar melhor o ser humano em seus múltiplos conflitos, frutos do somatório das experiências que emergem do passado e tornam mais complexas as do presente.

Nós, espíritas, podemos colaborar em muito com este processo pelo conhecimento mais amplo do assunto. As obsessões constituem vasto campo de observação e análise. Desde Kardec sabemos que há delas vários tipos e graus. Grande parte dos desajustes individuais e coletivos cujos efeitos mais visíveis são os fatos lamentáveis a que nos referimos no início, são gerados não apenas por espíritos maus – irmãos ignorantes – da dimensão espiritual que induzem suas vítimas às práticas condenáveis.

Frequentemente, presenciamos a perniciosa influência de uns sobre os outros dos que habitam por aqui mesmo. São as más companhias para os jovens que levam às drogas e outros comportamentos inadequados; são as subjugações domésticas e tiranias profissionais; as quebras de compromissos conjugais acendendo ódios e ciúmes mórbidos convertidos em crimes passionais; são as disputas por poder ou as anomalias morais decorrentes da ambição desenfreada.

Não raro, tais processos, por sua vez, são já desdobramentos de auto-obsessões nas quais afloram blocos de personalidades anteriores, poderosas, devedoras e desajustadas, a comandar pensamentos e atos da individualidade que é única e imortal, mas não pode deixar de refletir o mosaico psíquico de todas as reencarnações já vividas.

Enquanto aguardamos os avanços da medicina humana, façamos a nossa parte higienizando nossos lares, ambientes de trabalho, a atmosfera do planeta tanto quanto possível, cultivando a oração e os pensamentos elevados e exercendo a terapia do amor e do perdão. Com a sua constância e consequente paz de consciência estaremos mais aptos a suportar os embates que nos aguardam neste planeta, apesar de toda a convulsão em volta. Se pudermos estender a nossa paz aos outros, tanto melhor.

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