ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 82ª edição | 11 de 2010.

O valor da prece

Por João Batista Cabral

    No “Livro dos Espíritos” Allan Kardec, na pergunta 638, interrroga aos Espíritos: “Agrada a Deus a Prece?” Resposta: “A prece é sempre agradável a Deus, quando ditada pelo coração, pois, para ele, a intenção é tudo. Assim, preferível lhe é a prece seja do íntimo à prece lida, por muito bela que seja se for lida mais com os lábios e não sentida com o coração. Agrada-lhe a prece quando dita com fé, com fervor e sinceridade. Mas, não creais que o toque a do homem fútil, orgulhoso e egoísta, a menos que signifique, de sua parte, um ato de sincero arrependimento e de verdadeira humildade, pois, não sendo assim nada terá valor.” Oração é sentimento. Podemos com as palavras, exprimir o que vai no nosso íntimo.

         O conceituado escritor espírita Richard Simonetti fala-nos de dois tipos de preces: a prece horizontal e a vertical.  A primeira tem bastante identificação com as preces proferidas em algumas denominações religiosas, que são voltadas, exclusivamente, por promessas de vantagens na vida material, com exorcismos, curas, culto às imagens, visando o dinheiro do profitente. Já a prece vertical está diretamente envolvida com o melhor do sentimento de humildade e de sinceridade de quem ora para o próximo e para Deus.

    Assim, o que importa, na prece, não é a sua duração, a repetição, o ritual, a sofisticação das expressões; fundamental é a presença do sentimento e da sinceridade.O essencial não é orar muito, mas, orar bem. Essas pessoas supõem que todo o mérito está no tamanho da prece e fecham os olhos para seus próprios defeitos. Fazem da prece uma ocupação, um emprego, nunca, porém, um estudo de si mesmas. A ineficácia, em tais casos, não é do remédio e sim da maneira como o aplicam.

               Aqueles que colocam na prece os ingredientes da bondade e da simplicidade e profunda vontade de ajudar o próximo, dispostos a reconhecer suas mazelas com o propósito da renovação, têm suas dificuldades dissolvidas pelos mananciais de bênçãos que se derramam sobre suas cabeças emanadas do Criador.

    Na prece podemos: pedir, louvar e agradecer.  Quando pedimos diretamente a Deus, sem o pagamento a alguém que seja intermediário, com o fervor do coração e de acordo com o nosso merecimento, por certo, recebemos. Quando louvamos a obra divina e as leis que regem a vida e o universo, entramos em harmonia com o Cosmo. Por último, quando agradecemos, estamos nos colocando na condição de filhos que temos a obrigação de colaborar com o progresso material e espiritual da nossa casa planetária.

    Finalmente, ter fé é guardar no coração a luminosa certeza em Deus, certeza que ultrapassou o âmbito da crença religiosa, fazendo o coração repousar numa energia constante de realização na vida e no bem. Pense nisto!

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