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Jornal Comunica Ação Espírita | 82ª edição | 11 de 2010.

Autor de 'O mundo de Sofia' estudou Espiritismo para escrever novo livro

O escritor Jostein Gaarder, autor de “O mundo de Sofia”, revelou que estudou a Doutrina Espírita para escrever seu novo livro, "O castelo nos Pirineus". O autor norueguês falou sobre a nova obra durante a mesa “Poderes da fábula”, na segunda-feira (16/8), ao lado do irlandês John Boyne. John Boyne e Jostein Gaarder debateram na Bienal do Livro de São Paulo. “É um livro sobre um casal que se separa depois de uma experiência importante. Cada leitor o interpreta de uma maneira diferente, e isso se tornou um diálogo na minha cabeça”, conta Gaarder. “Tendo a pensar como homem voltado para as ciências. Mas eu precisava de argumentos para minha história e usei o Espiritismo. Conheço o trabalho de Allan Kardec e sei que o Brasil é o maior país espírita do mundo. E agora, depois de escrever sobre isso, eu ainda penso como o homem, mas começo a simpatizar com essa visão espírita do mundo”, explicou o autor, falando de "O castelo nos Pirineus". O debate se concentrou sobre a influência das narrativas na sociedade. “Nós, seres humanos, precisamos de narrativas. Isto é o que temos em comum: nós falamos em línguas diferentes, mas conseguimos contar histórias uns para os outros”, explicou o norueguês na abertura da mesa. “Quero escrever ‘O mundo de Sofia do meio-ambiente’”, disse Jostein Gaarder. “Virei escritor por vingança”, revelou autor na Bienal. “Nunca soube que escreveria um livro sobre o Holocausto”, afirmou John Boyne, autor do best-seller "O menino do pijama listrado". Disse que as histórias de ficção podem ter consequências no mundo real. “Você pode envolver o seu leitor e fazê-lo pensar de modo diferente, mudar as coisas, ter novas ideias”. Para o autor, o próprio ato de ler é uma atividade criativa. “Todos recriamos os personagens inventados pelos autores na nossa cabeça quando lemos um livro”. Segundo Gaarder, são os questionamentos criados pelos livros que criam as novas ideias. “Além de acreditar nas histórias, eu também acredito nas perguntas. O poder das perguntas é maior que o das respostas, é como a história de Andersen sobre as novas roupas do imperador – tudo muda a partir da pergunta de uma criança”. Boyne também deu dicas para quem quer se tornar um escritor. “Fiz um curso de escrita criativa, que me ajudou muito”, lembra. “Não aprendi nada diretamente, com fórmulas. Na verdade era um grupo de doze pessoas e você aprende um com o outro, lendo, criticando, recebendo críticas dos outros. Você pode fazer a mesma coisa se reunindo com os amigos, ouvindo críticas sinceras, escrevendo e reescrevendo”, afirmou.

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