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Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 88ª edição | 11 de 2011.

O que dizem os outros jornais

 

O processo de cura espiritual

      Este é o tema do artigo constante na Revista Internacional de Espiritismo, edição do mês de outubro de 2011, assinado pelo confrade Renato Costa (rsncosta@terra.com.br). Inicialmente enumera as três condições necessárias para que a cura de uma doença física ocorra “após um tratamento espiritual”: fé do paciente e os mais próximos no tratamento; a enfermidade deve ter esgotado o seu objetivo “expiatório, missionário ou outro”; e o curador deve possuir equilíbrio e amor na tarefa. O articulista confronta e localiza após esses três fatores nas curas promovidas por Jesus, como na da mulher hemorroíssa, no servo do centurião, na do paralítico e do cego de nascença.

      Sobre a segunda condição, tece comentários adicionais e é onde, respeitosamente, permitimo-nos dele discordar parcialmente. Primeiro afirma que o termo merecimento não se aplica ao caso porque este deve estar ligado à ideia de recompensa, bom comportamento ou resultado satisfatório em prova física ou intelectual. Mas a seu ver, “uma doença grave jamais será uma prova para evolução do espírito, visto que provas são lições que um espírito está aprendendo pela primeira vez, o que sempre ocorre pelo método mais fácil para ele...”.

      Não nos recordamos de ter lido em qualquer obra de Kardec que as provas sejam fáceis e referem-se sempre a experiências inéditas. Muito pelo contrário, o mais comum é sermos reprovados e termos que repetir as mesmas provas. As doenças graves ou deficiências físicas e mentais representam, sim, na maioria das vezes, expiações devidas a abusos de vidas passadas ou da atual, porém não significa que não possam ter sido escolhidas em caráter provacional, visando acelerar o próprio progresso.

      Além do mais, quando se fala em merecimento de cura, fala-se no sentido de que o aprendizado contido na lição foi apreendido. Como a dor é eminentemente educativa, uma vez que seja reconhecida e removida sua causa, ela torna-se desnecessária. Papel relevante também neste processo desempenha a fé. A propósito recomendamos a leitura do capítulo V do Evangelho Segundo o Espiritismo, mais particularmente do seu item 9.

      Mais abaixo, no nosso modesto modo de entender, outro equívoco ao incluir no termo missionário a escolha ou aceitação de uma doença para adquirir qualidades como “paciência, força de vontade e fé”. O sentido de missão parece deslocado se ela for dirigida para a própria pessoa. Aliás, no parágrafo seguinte, Renato Costa enfatiza essa conotação relacionada a terceiros. No caso anterior, a doença solicitada – ou aceita – deve ser enquadrada como expiação ou prova, apenas.

      Há mais considerações interessantes na sequência do texto como, por exemplo, a cura pela fé e o efeito placebo, reconhecido pela Medicina. Chama a atenção o articulista que neste último, o efeito pode surgir pela fé no médico e na medicação. Já numa terapia espiritual a fé está centrada em Deus, em entidades superiores ou também em alguma substância específica.

A voz da consciência

      Adilton Pugliesi (santospugliesi@hotmail.com), na mesma revista e edição, aborda o tema acima. À certa altura transmite as seguintes informações. O paleontólogo, antropólogo e jesuíta francês Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955) divide os homens em três categoras: cansados, ociosos e ardentes, sendo que estes são os que buscam os mais profundos estados de consciência pela procura do divino e da harmonia.

      George Ivanovitch Gurdjieff (1877-1949), psicólogo e filósofo russo dividiu-os em adormecidos e despertos. Já seu mestre, o também russo, filósofo e matemático Pietr Demianovich Ouspensky (1898-1947) também separou os homens em dois grupos: fisiológicos e psicológicos.

      Antes dos três, Allan Kardec viu homens em que predominavam os instintos carnais e os guiados maios por valores morais (questão 941 de O Livro dos Espíritos) e a autora espiritual Joanna de Angelis viu três classes de seres humanos: codependentes, insatisfeitos e ajustados.

      Assim, afirma Pugliesi, “de modo geral, os homens que se situam... no primeiro nível, os ociosos, cansados, carnais, fisiológicos, insatisfeitos, estão todos adormecidos (grifo do autor)”. E ao dizer que tanto a Ciência como as religiões têm fracassado na tentativa de despertar os indivíduos deste sono consciencial, ele cita e transcreve as questões 466, 621 e 621ª, 875ª, 906 e 919ª, 992 e, ainda, as de número 835 e 393, todas elas relacionadas ao assunto em tela.

Nestor Masotti presenteia presidente
da República com livro espírita

      Reformador – feb@febnet.org.br (ed. 2.191, de outubro/2011), órgão oficial da Federação Espírita Brasileira, noticiou que o presidente da instituição presenteou a presidente Dilma Roussef com o livro “Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, no dia 1° de setembro, data de abertura da XV Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Referida obra é da lavra mediúnica de Francisco Cândido Xavier e transmitida pelo espírito de Humberto de Campos, em 1938.

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