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Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 92ª edição | 07 de 2012.

Diógenes e sua lanterna num viaduto de São Paulo

    Diógenes de Sínope, filósofo da Grécia Antiga, exilado, foi parar em Atenas onde virou morador de rua. Tornou-se discípulo de Antístines que teve Sócrates como mestre. Fazia da pobreza extrema a sua virtude. Morava num barril e possuía somente um alforje, um bastão e uma tigela. Andava pelas ruas com uma lamparina na mão, mesmo de dia, à procura de um homem honesto. Viajou muito buscando algum lugar que não estivesse perdido pela luxúria, acreditava que a virtude está na prática e não na teoria e combateu a hipocrisia e os equívocos de uma sociedade corrupta. Foi aprisionado por piratas e vendido como escravo, mas teve o seu valor reconhecido pelo novo senhor, Xeníades, que o nomeou administrador de seus bens e responsável pela educação dos filhos.

    Se Diógenes passasse pelo Viaduto Azevedo na região do Tatuapé, na capital paulista, teria uma grande surpresa. Encontraria um casal de pessoas honestas, justamente dois colegas, mendigos como ele. O Rejanel dos Santos e Sandra Domingues moravam embaixo do viaduto e sobreviviam da cata de lixo reciclável. No dia 09 de julho eles encontraram uma sacola com vinte mil reais furtados de um restaurante próximo e não tiveram dúvida, devolveram à polícia. “Eu parei para pensar no que a minha mãe falou para mim: ‘nunca roubar nada que é dos outros’.

    Honestidade até debaixo do viaduto transformado em casa, enfrentando as piores necessidades. E Diógenes lembraria de seu barril na velha Atenas. Onde muitos hesitariam talvez por muitas horas ou dias e, sabe-se lá, quantos optariam por usufruir do precioso achado, o casal de mendigos-catadores não precisou de tempo algum para tomar a decisão certa. Será que alguém em Brasília conseguiu sentir só um pouquinho de constrangimento?

    E tal como Diógenes que, afinal, teve suas virtudes recompensadas, parece que a vida dos dois exemplos de honestidade também tomará novo rumo. O dono do restaurante e do dinheiro devolvido sensibilizou-se e prometeu ajudá-los. Primeiro ofereceu um almoço. Depois hotel para dormirem enquanto aguardam moradia definitiva. E o principal: treinamento e emprego na própria empresa.

    Educação vem do berço. Não a que faz homens instruídos, mas a que faz homens de bem. A mãe de Rejanel pode se orgulhar disso. Missão cumprida. Ou será que ela só lapidou o que jazia no fundo de uma alma milenar e que agora brilhou como o sol?

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