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Especial

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Jornal Comunica Ação Espírita | 107ª edição | 01 de 2015.

Os abusos no livre arbítrio individual e coletivo

O livre arbítrio se opõe ao determinismo e exclui a existência do acaso. No estágio atual da humanidade, ambas as forças, livre arbítrio e determinismo, coexistem e, portanto, não são absolutos. O conhecimento e o uso da razão é que tiram, pouco a pouco, o ser humano das trevas da ignorância e do jugo dos instintos, permitindo fazer escolhas cujas consequências tecem a maioria dos eventos da vida futura, quer na condição de encarnados, quer na dimensão espiritual.

Do mesmo modo que o indivíduo busca autonomia em seus atos, os agentes coletivos – grupos, cidades, países e o conjunto mundial de pessoas - também almejam a liberdade total, independência de ação. Erros e acertos fazem parte deste aprendizado. O progresso intelectual e moral muda aos poucos o panorama terrestre.

Nos ataques em Paris que, aliás, repercutiram infinitamente menos do que o de uma escola no Paquistão que vitimou quase 150 pessoas, na última semana de dezembro, a principal motivação de seus autores foram as charges publicadas pelo jornal ridicularizando o profeta Maomé, entidade máxima do Islamismo, só baixo do próprio Deus ou Alá.

Nossa visão é exatamente a mesma manifestada pelo papa Francisco, até no exemplo dado por ele numa entrevista no avião que o levava de um destino a outro em sua viagem pela Ásia, após o acontecimento na França. A liberdade de expressão é algo precioso e deve ser respeitado numa democracia autêntica, mas tem limites. Não é recomendável agredir valores que para outros seres humanos possuem caráter de essencialidade em suas vidas.

Obviamente, de modo algum, isso justifica os atos abomináveis cometidos, não só neste episódio como em tantos outros que se tem presenciado ultimamente. Matar em nome de Deus revela um grau de total incompreensão a respeito daquele que nos fez todos irmãos.

No caso em pauta, é possível que os jornalistas nem professassem qualquer religião, mas e se alguém dirigisse uma ofensa grave à mãe de um deles, por exemplo, qual seria sua reação? Diz o ditado popular que pimenta nos olhos dos outros é refresco. 

A grande lição do Mestre Jesus é o da fraternidade, sintetizada na exortação “não faça aos outros o que não deseja que lhe façam” e por conseguinte, valendo também a afirmação positiva de fazermos tudo o que desejamos que os outros nos façam. Paulo de Tarso extraiu profundo aprendizado de suas meditações: “Tudo me é lícito, porém, nem tudo me convém.”

Tantos assuntos o panorama social oferece para provocar o humor. Seria mesmo necessário insultar a fé de 1,5 bilhão de pessoas? Cutucaram com vara curta, como se diz. Na guerra de canetas contra bombas e fuzis, os maiores derrotados foram as vítimas que perderam suas vidas.

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