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Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 111ª edição | 09 de 2015.

Por que morreu o menino sírio

Na seção de cartas da revista Veja, edição de 16 de setembro último, duas delas, tratando do mesmo assunto, chamaram-nos a atenção. Mas há uma diferença fundamental entre elas ao resumir uma ideia sobre o menininho fotografado morto numa praia da Turquia e que causou grande comoção em milhões de pessoas.

Aylan Shenu resume de modo dramático a desesperada situação de 350.000 migrantes que atravessaram o Mar Mediterrâneo só neste ano, fugindo de guerras e da pobreza, a maioria deles da Síria, conflagrada numa guerra civil que já dura quase cinco anos e cujo saldo trágico é de 240.000 mortos. Neste êxodo para a Europa muitos não chegam ao destino. Cerca de 2.650 pereceram no naufrágio de suas precárias embarcações.

O primeiro articulista entende que “O caso do menino só terá o poder de comover o mundo por uns poucos dias. Nosso verniz humanitário é superficial”. Já a outra é mais otimista: “Esse menino veio ao mundo com a missão de despertar as pessoas para a necessidade de compaixão e união entre os povos. Foi um mártir”.

Em boa dose ambos têm razão. Porém, o motivo para o efeito temporário do impacto na comunidade mundial, decorre da superposição de novos fatos que se sucedem com extrema rapidez. São tragédias individuais e catástrofes de coletividades que se repetem todos os dias a exigir novas ações das autoridades. Até por um mecanismo de defesa, somos todos constrangidos a virar a página para chorar os novos acontecimentos. 

Não é possível conviver com tanta tristeza e dor que atingem irmãos desde o cruzamento da esquina de casa como em um avião que cai no outro lado do mundo. Nossa memória integral não está preparada para assimilar tantas lembranças más. É preciso seguir em frente. 

A Doutrina Espírita nos diz que as missões são muito variadas, restritas e simples, outras mais amplas, complexas e relevantes. E que podem obter êxito ou fracassar.

O menino sírio, dada a sua pouca idade, não tinha consciência do papel que acabaria por desempenhar em sua curta existência com tal gênero de morte. Talvez nem mesmo se possa considerar uma missão. Poderia ser uma prova ou expiação. Talvez nem estivesse designado para desencarnar desta forma.

O fato é que, como já pensava Tomás de Aquino, mesmo o Mal sempre se reverte no Bem. Para a sabedoria divina, nenhum acontecimento é em vão. Isto não significa que tenha sido da vontade de Deus que Aylan, seu irmão e a mãe tenham morrido afogados. Mas, com certeza, não aconteceu sem que Ele soubesse ou permitisse. 

Não é injustiça ou falta de bondade. Muitas ocorrências fogem à compreensão humana, especialmente pela visão incompleta que temos das coisas quando encarnados. Mas nada é inútil, por acaso ou mera fatalidade. A compaixão despertada em tanta gente já serviu de amparo espiritual a suas almas e aos milhares cujas imagens vemos desfilar nas telas de nossos aparelhos eletrônicos sem nada poder fazer para ajudá-los.

Ou será que podemos? Uma possível resposta talvez esteja bem ao nosso alcance, aí ao lado.

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