ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 111ª edição | 09 de 2015.

Perguntas & Respostas

A primeira pergunta que pretendemos responder é a seguinte: O que se pode fazer para ajudar uma pessoa que desencarna sem saber da realidade da vida depois da morte? O capítulo XXVIII do “Evangelho Segundo o Espiritismo” traz uma coletânea de preces incluídas por Allan Kardec com a finalidade de servir como modelos para as pessoas em diversas situações, sejam elas próprias as necessitadas ou desejosas de auxiliar terceiros e tenham dificuldade de elaborar por si mesmas um conjunto de pensamentos apropriados para o momento. E lá consta nos itens 59 e 60 uma prece “Por alguém que acaba de morrer”.

Kardec explica que a mesma se aplica não só para se demonstrar simpatia por aquele que acaba de partir, mas ajudar no seu desligamento da matéria e abreviar a perturbação que sempre segue a separação do corpo. Portanto, será útil para qualquer pessoa, independentemente do modo como ela encarava a existência e o futuro como alma desencarnada. É um começo.

Seja repetindo essa oração outras vezes ou formulando com outras palavras em outras oportunidades, praticamente resume-se nessa ação o modo como podemos ajudar. Outra forma já envolve outras pessoas, quer reunidas para uma oração em conjunto, quer nas chamadas sessões de irradiações ou passe à distância, atividades desenvolvidas em algumas casas espíritas.

Finalmente, há a possibilidade de que o espírito em questão seja trazido pelos responsáveis espirituais dos grupos mediúnicos da instituição para atendimento direto e pessoal com os devidos esclarecimentos sobre a sua nova situação, aliás, são casos muito comuns. Porém, via de regra, já não depende exclusivamente da vontade dos encarnados, por mais bem intencionados que sejam visto que para o comparecimento desse espírito ao local das reuniões, há alguns pré-requisitos como possibilidade dele, permissão, merecimento, etc.

O que podemos entender como de valor nulo, exceto pela boa intenção e eventuais vibrações íntimas de que pratica o ato, é acender velas ou pagar missas. A luz da vela, como ela própria, é apenas uma chama material e em nada poderá ajudar ao espírito. Trata-se somente de uma simbologia. Já a missa, como dissemos, só poderá ajudar se o espírito se sentir realmente sensibilizado pela lembrança de seus entes queridos e pelas orações que em sua intenção forem formuladas. Também o sacerdote, se estiver no momento, realmente movido por um sentimento caridoso, poderá contribuir, embora remunerado para o ofício.

A segunda pergunta é: Se assassinato é crime aos olhos de Deus, que podemos dizer sobre aqueles policiais ou soldados que cometem assassinato durante a execução do seu trabalho? Ele é perdoado? Resumidamente podemos responder, reportando-nos à questão 749 de “O Livro dos Espíritos”. O Codificador também se preocupou com essa circunstância e indagou aos Superiores se o homem é culpável pelas mortes que comete durante a guerra. E obteve a seguinte resposta: “Não, quando ele é constrangido pela força. Mas ele é culpável pelas crueldades que comete e ser-lhe-á levada em conta sua humanidade”.

As guerras, embora conceda-se  a elas, em algumas situações, um fim útil, um mal necessário, é sempre vista como algo que não deveria existir e os Espíritos informam que elas tendem mesmo a desaparecer, embora, principalmente em algumas regiões do planeta, pareçamos estar bem distantes deste dia. Há guerras que podem ser consideradas “justas” e o soldado que nela batalha o faz em cumprimento de ordens superiores e, não raro, motivado por razões também justas e sinceras de defesa da pátria, de ideais de liberdade, etc.

Da mesma forma, o trabalho na segurança interna dos nossos conglomerados urbanos, dado o atraso moral em que vivemos que permite a reencarnação de grande número de espíritos maldosos e de risco à integridade física dos demais, faz do policial um profissional como qualquer outro. Infelizmente, o que vemos, é o despreparo deste profissional que frequentemente acaba cometendo abusos contra infratores e até colocando em risco a vida de outras pessoas.

A crueldade, a tortura, a morte por uso excessivo de força, atos de vingança ou deixar-se corromper para obter vantagens pessoais, desvirtuando a prática de que foi incumbido, isso tudo, sim, gera responsabilidades e reações pela lei de causa e efeito que determinarão a necessidade de ressarcimento futuro. 

E exatamente por já estar este caso, como todos os demais, contemplados na lei divina, não há necessidade de Deus perdoar este ou condenar aquele. A própria lei possui seus mecanismos perfeitos que considera atenuantes e agravantes mínimos para que cada um receba na justa medida de seus atos praticados. 

Isso inclui as possíveis vítimas “inocentes” que podem apresentar um passado delituoso e desconhecido de todos, exceto do próprio Deus, mas que podem, sim, também terem sido apanhadas indevidamente pela imprudência, negligência, irresponsabilidade ou mesmo maldade de alguém cujo livre-arbítrio, de arma na mão, se sobrepôs ao seu e roubou-lhe a vida. Neste caso, se não se deixar envolver pela revolta e desejo de vingança, receberá no futuro ampla compensação, conforme a questão 738 de OLE, válida, ao nosso modo de ver, também a essa circunstância.

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