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Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 116ª edição | 08 de 2016.

Perguntas & Respostas

Participe desta coluna, enviando suas perguntas para o e-mail adepr@adepr.org.br . Será uma satisfação poder respondê-las. A primeira pergunta de agora é: Os espíritas falam de outros mundos habitados. Eles influenciam as vidas dos terráqueos? A astrologia é uma ciência ou uma farsa?

Muito inteligente a pergunta que, na verdade, são duas. Uma coisa é admitir algum tipo de influência como o exercido pela Lua em alguns fenômenos aqui na Terra. Outra, bem diferente, é pressupor que a posição dos astros em determinado momento, quer no nascimento de uma pessoa, quer em outro qualquer da vida possa favorecer ou dificultar a realização de alguma ação como o dia de trabalho, a vida amorosa, a saúde, etc.

Um aspecto mais sutil na pergunta refere-se à possibilidade de os habitantes de outros mundos, eventualmente, influenciar nós aqui na Terra ao que, sem sombras de dúvida, responderíamos afirmativamente, tanto à distância, pela hierarquia e solidariedade existentes entre todas as partes constitutivas do universo como também pela possibilidade de alguns deles se comunicarem diretamente conosco através da mediunidade. 

Agora, sobre a possível influência dos astros sobre a vida humana, de um modo geral, os espíritas, às vezes, até intempestivamente, afirmam que tudo não passa de superstição. Mas será mesmo?

Allan Kardec, na obra “A Gênese”, cap. IX, realmente desacredita a Astrologia, inclusive em função da precessão dos equinócios que não cabe ser aqui explicada. Porém, também afirma no último capítulo do livro que há, sim, influência recíproca entre os planetas dentro do sistema solar como entre os vários sistemas planetários e que a matéria orgânica não escapa a tais influências, alterando o estado físico dos seres viventes e determinando até algumas moléstias. E como o que se passa no corpo repercute no espírito, modifica as disposições deste, mas sem impedir, contudo, a manifestação do seu livre-arbítrio.

O livro “As vidas sucessivas” de Albert de Rochas, pág. 299 a 306, reproduz um texto de outro estudioso, autor de uma série de livros tratando de maneira científica dessa questão. O título é “Predestinação e livre-arbítrio do ponto de vista da influência astral” e ele ali desenvolve sua tese, em certo sentido e sob certas condições, favorável ao que chama de “hereditariedade astral”, entretanto já como um efeito e não causa imediata, ou seja, cada indivíduo nasceria sob as condições astrológicas de que necessita.

Neste mesmo sentido está a afirmação no livro “Viagens e entrevistas - Divaldo Pereira Franco”: as pessoas renascem dentro de determinadas conjunções de natureza astral, mas o que induz o indivíduo na reencarnação são os seus atos pretéritos. Mais enfaticamente essa ideia encontramos no livro “Atualidade do pensamento espírita”, do espírito Vianna de Carvalho e psicografia do mesmo Divaldo Franco: “Em razão dos seus créditos e débitos poderá reencarnar-se, isto sim, sob a vibração deste ou daquele corpo celeste, mas sem que essa exerça uma ação de tal ordem que modifique o quadro de suas experiências”.

Consultando mais uma fonte espírita, o livro "O crime, a psicografia e os transplantes", Freitas Nobre, à pág. 31 cita o espírito de Emmanuel admitindo influências dos astros na vida humana, mas é uma luta contra influências merecidas, no sentido do “a cada um segundo suas obras.”

O programa Globo Repórter de 25/06/04, reportou uma pesquisa realizada pela Universidade de Brasília com previsões e diagnósticos astrológicos de fatos já consumados. Uma vez fornecidos só local, data e hora do nascimento, de 100 leituras, 96% estavam certas. O pesquisador, entrevistado, afirmou que “Os resultados não validam nem não validam. Mostram que o assunto merece um tratamento científico”. 

No caso de se fazer o mapa astral na hora do nascimento, perguntamos: mas e quando se programa uma cesariana mesmo desnecessária, por mero capricho, escolhendo uma data bonita ou de algum significado para a família? Pelo curso da natureza não nasceria naquele dia nem naquela hora.

Apesar desta e possíveis muitas outras objeções, conclui-se que, seja apenas em pequeno grau, seja somente como consequência e não causa, parece haver, sim, alguma influência dos astros na vida dos seres humanos. Poderia apontar o resultado do estado evolutivo do indivíduo, mais particularmente o saldo positivo ou negativo de seus atos passados, tornando-o mais suscetível a certos eventos ou características de temperamento, condições de saúde, etc. Contudo, não seria influência a ponto de exercer uma pressão incontrolável, determinista nem infalível; muito menos capaz de influenciar na vida moral, prevalecendo-se sempre o seu livre-arbítrio, a sua vontade.

A segunda pergunta deve ter sido formulada por pessoa que desconhece a Doutrina Espírita em seus conceitos básicos. Mesmo assim ainda suscita muitas dúvidas. Diz-nos ela: Por que Deus, às vezes, condena pessoas bondosas e honestas a sofrer com doenças graves que até podem levar à morte?

Deus não condena ninguém. Deus é justiça, sim, mas também bondade, amor. Elaborou leis perfeitas que, se não são respeitadas quando o homem as desafia através do livre-arbítrio, sofre ele as consequências naturais. As enfermidades fazem parte desse quadro que evidenciam possíveis invigilâncias no trato com o corpo físico.

A origem delas pode ter por causa desequilíbrios orgânicos, mentais ou espirituais cometidos na atual ou em anteriores reencarnações. Através das dores e limitações do corpo drenamos os desajustes energéticos armazenados na alma, fazendo esta readquirir a harmonia com as leis divinas.

Também pode acontecer que um indivíduo solicite determinada enfermidade, uma limitação ou acidente caracterizando uma prova para acelerar seu progresso espiritual, servindo também de exemplo de paciência, resignação, força de vontade e superação.

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