ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 121ª edição | 08 de 2017.

Perguntas & Respostas

Iniciamos pela seguinte pergunta: Quando rezamos é Deus que nos ouve diretamente? Um dos atributos divinos é a onisciência, isto é, ele tudo sabe. Portanto, em teoria, a resposta é que, sim, Deus ouve nossas preces. Porém, há que se considerar que Ele não tem necessidade de fazer isso o tempo todo e com todos. Aliás, seria muito pueril imaginar que Deus dispense cuidados especiais a cada ser em suas mínimas necessidades ou caprichos.

Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. XXVII, item 9, aprendemos que (...) As preces dirigidas A Deus são ouvidas pelos Espíritos encarregados da execução das suas vontades; aquelas que são dirigidas aos bons Espíritos são levadas a Deus. Quando se ora a outros seres, senão a Deus, é apenas na qualidade de intermediários, intercessores, porque nada se pode fazer sem a vontade de Deus.

A vida aqui na Terra representa somente uma pálida cópia do que ocorre em mundos superiores ao nosso. A literatura espírita demonstra sobejamente que em toda parte prevalece perfeita organização e hierarquia entre os Espíritos. É justamente assim que eles se mantêm ativos enquanto desencarnados, especialmente quando não necessitam mais se submeter à reencarnação. E é neste trabalho de legítimos colaboradores de Deus que dão continuidade ao seu próprio progresso que é infinito.

Não que se prestem só a ouvir e encaminhar as orações dos encarnados. Desempenham inúmeras tarefas em diversas áreas e esta, a triagem e possível atendimento das preces, é somente uma delas. Isso tudo de conformidade com suas capacidades adquiridas por mérito individual moral e intelectual.

A segunda pergunta refere-se à faculdade da psicometria. Eis um tópico muito interessante, embora relativamente pouco comum. As primeiras experiências registradas datam de 1843 realizadas pelo cientista Joseph Rhodes Buchanan que criou o termo, aliás, impróprio, segundo Hermínio C. de Miranda, porque não é possível medir-se o psiquismo.

A psicometria, no sentido da fenomenologia dita paranormal, ou psicoscopia, é uma faculdade anímica em que o sensitivo, ao entrar em contato com objetos ou ambientes é capaz de revelar acontecimentos que de alguma forma envolveram os mesmos ou seus possuidores ou frequentadores (p. ex. o dono de um relógio, moradores da casa). A ‘leitura’ pode se referir ao presente ou ao passado, graças às energias vitais impregnadas nos objetos. Uma ótima monografia a respeito foi escrita por Ernesto Bozzano, “Enigmas da Psicometria”. É dele, por exemplo, o relato publicado na revista Ligth sobre a Srta. Hawthorne que pôde sentir até os sentimentos de um pombo ameaçado por gatos. 

Outro caso impressionante é a descrição do “VI Caso” intitulado na obra de William Denton como “A autobiografia de uma pedra” que narra toda a trajetória de um pedaço de rocha desde a sua expulsão do interior da crosta numa erupção vulcânica até a data do exame. Mais que ‘falar’ na primeira pessoa pela psicômetra, a pedra vive todas as emoções e sentimentos da aventura como se fosse um ser vivo. Willian Denton escreveu em 1863 o livro “A alma das coisas”, onde narra 110 experiências de psicometria utilizando como sensitivas a irmã e a esposa (Anne e Elizabeth).

Um excelente psicômetra foi o holandês Gérard Croiset (1910-1981). Segundo alguns estudiosos, os sensitivos captariam as informações de um banco de dados onde estão os registros de um sistema de vibrações. Para Eugene Osty, eles "captam de várias pessoas ao mesmo tempo; passado, presente e futuro”. Está ligada à clarividência, mas também à telepatia, precognição e retrocognição.

Em “A Reencarnação”, Gabriel Dellane fala que esses médiuns reconstituem cenas do passado através de objetos associados. Em Matilde de Krapkoff, 1893, os fenômenos eram ambíguos, difíceis de classificar como lembranças de vida anterior ou clarividência/psicometria.

Uma pessoa encontrou um guardanapo próximo à sua fortaleza com vestígios de queimado, sujo e amassado. Levou para Londres; tinha suas iniciais. Submetido a várias sessões de psicometria foi traçado um perfil (bigode, palidez, mecha cabelo). Outro médium (sem saber das iniciais e origem) confirmou e acrescentou a revelação sobre três crianças mortas no local - filhos de Goebells, co-fundador do Partido Socialista. 

Para quem tiver interesse em se aprofundar no assunto, recomendamos também o livro “Memória Cósmica”, do Hermínio C. de Miranda.

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