ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 122ª edição | 08 de 2017.

Os velhos vícios da intolerância religiosa

Por que tanto rancor e antipatia entre os religiosos se o fundamento maior de todas as crenças é a fraternidade? Para que servem os templos e os textos sagrados? Para que servem os apelos e os exemplos das grandes almas, sob a coordenação divina do Cristo? Ainda que pairem diferenças de entendimento, jamais deveria haver animosidade entre aqueles que se propõem a construir o reino de concórdia na Terra.

Nos ambientes dos nossos lares, nas ruas, nas empresas, onde quer que estejamos, há diferenças sem que haja, em condições normais, choques que levem a ofensas ou agressões. Nos meios religiosos, poderíamos encontrar os modelos para as nossas vidas, mas é exatamente aonde mais se percebem os atritos da intolerância. 

Jesus condenou todas as formas de violência física e verbal, instituindo a sublimidade do perdão, por buscar uma nova forma de relação ética entre as pessoas e os povos. Não investiu contra a pena de talião do “olho por olho”, do “dente por dente”, de maneira agressiva. Apenas propôs um novo entendimento das leis de Deus que abominam o ódio e a vingança. Apiedou-se de coxos, loucos, prostitutas, doentes de todos os matizes, sacerdotes ignorantes, como testemunho de extremada misericórdia, erguendo em cada coração um altar de bondade e tolerância.

Lucas, o evangelista, tem razão quando nos fala da contradição de que o Senhor seria alvo, em seu capítulo 2, versículo 34, que trata do Cântico de Simeão.

Séculos de degradação do pensamento evangélico levam a uma contínua e crescente recusa das religiões, alavancando o materialismo e a permissividade. Foi por isso que a Revolução Francesa instituiu a deusa-razão em substituição ao deus despótico dos governantes desonestos e dos religiosos dogmáticos e corruptos da época. Sob a inspiração de revolta coletiva dos povos europeus, Carl Marx lançou seu manifesto comunista, em 1848, dizendo serem as religiões o ópio do povo. Niestsche não hesitou em gritar que “Deus está morto” nos textos de “Assim falou Zaratrusta”. A mesma bandeira ergueu o célebre Bertrand Russel, Prêmio Nobel da Paz em 1950, que ao escrever “Porque não sou Cristão” condenou as crenças por serem inúteis e prejudiciais. Mais recentemente, na França, o filósofo Michel Onfray publicou o seu “Tratado de Ateologia”, fazendo colocações constrangedoras, como “Deus está nu”, “Deus é incompatível com a alegria de viver” e que as religiões Cristianismo, Judaísmo e Islamismo devem ser desmascaradas por serem inservíveis à harmonia social. É um sucesso absoluto de vendas com quase duzentos mil exemplares vendidos em dois meses e está sendo traduzido para mais de vinte idiomas.

O Espiritismo é a grande esperança da Humanidade, afirmou-nos o Prêmio Nobel de Medicina, em 1913, e criador da Metapsíquica, Charles Richet, após verificar a eternidade da alma e a comunicação com os “mortos”.

Não há mais espaço para a hipocrisia, para a mentira, para a intolerância, para os dogmas irracionais, para os paramentos, para os rituais... para tudo o que desfigura a beleza e a simplicidade do Evangelho.

Para nós espíritas, fica a advertência do Espírito de Verdade em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, no capítulo XX – Obreiros do Senhor: “Deus procede, neste momento, ao censo dos seus servidores fiéis e já marcou com o dedo aqueles cujo devotamento é apenas aparente (...)”, o que nos remete para a indignação do Cristo, quando pronunciou: “Afastai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt, 7:23), deixando claro que “(...) haverá choro e ranger de dentes” (Mt, 13:50) para todos os maus religiosos, principalmente.

Receba em casa a versão impressa do jornal Comunica Ação Espírita

Assine agora mesmo

ADE-PR © 2017 / Desenvolvido por Leandro Corso