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Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 132ª edição | 03 de 2019.

As lições das mortes coletivas

No quadro Nossa Voz, abertura do programa de TV Diálogo Espírita, ao ar no dia 29 de dezembro, falamos que 2019, como sempre, chegava com esperanças renovadas em nível individual e coletivo. Mas alertávamos que não devíamos nos iludir, pois que, faz parte da vida e a despeito da mudança do calendário, não raro, ocorrências desagradáveis podem se suceder logo nas primeiras horas ou dias do Ano-Novo. 

E se o nosso planeta ainda está no estágio moral de provas e expiações, recomenda-se que ao lado do otimismo e desejo de felicidade, estejamos imunizados pela prudência quanto à possibilidade de sermos visitados por doenças, problemas familiares, perda de emprego e ocorrências graves envolvendo grupos de pessoas.

Nessas horas, caso sobrevenham os testes mais duros, o antídoto está nas palavras de Jesus “(...) Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei... pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo”. Com ele, Jesus, tudo pode ser suportado, se não de modo mais fácil, ao menos, menos difícil.

E o que não tem faltado nesse ano de 2019 são acontecimentos ditos trágicos: Brumadinho, incêndio no CT do Flamengo, dois temporais terríveis, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo, assassinatos numa escola. E se for pouco, teve o ataque terrorista na Nova Zelândia, a queda de um avião comercial na Etiópia, o agravamento da crise na Venezuela e por aí vamos nós. Centenas de mortes em seu somatório.

O conhecimento espírita não nos impede a perplexidade e o compartilhamento do quadro doloroso para as vítimas dessas tragédias, porém, podemos encontrar consolo no ombro amigo de Jesus, de acordo com o seu convite para que tomássemos a nossa cruz para segui-lo, realimentando a fé para suportar o fardo leve e o jugo suave.

Fé, aliás, raciocinada, que diante das leis divinas perfeitas, entre elas a da justiça, da destruição e do progresso, nos faz enxergar, mediante a dinâmica dos mecanismos da reencarnação, a necessidade natural de tais experiências de dor e sofrimento.

Sem apelarmos para raciocínios reducionistas de que as causas sejam sempre e exclusivamente de ordem cármica, decorrência da lei de causa e efeito, porém, reconhecendo, a possibilidade de que outros imperativos individuais e coletivos ali estejam sendo atendidos e, mais que isso, de quanto poderia ser evitado pelas mãos humanas, tantas vezes negligentes, irresponsáveis, ambiciosas e orgulhosas, resta-nos a essência de saber que não houve nem aqui nem acolá a fatalidade ou o simples acaso.

Apressar o progresso material e, quiçá, moral e espiritual, eis uma das possibilidades previstas pelos Espíritos na questão 737 de O Livro dos Espíritos para explicar a incidência de flagelos destruidores que, mesmo se provindos da Natureza e, portanto, aparentemente fora do controle humano, podem ser amenizados pela prevenção ou ter agravadas suas consequências quando a inteligência humana falha ou não encontra resposta à altura devido à omissão criminosa.

Pouco mais à frente, na questão 741, os Instrutores nos conclamam a tirar utilidade destas catástrofes para melhor evitar suas repetições no futuro. Com o uso de “conhecimentos e experiências” adquiridos, os homens deveriam assimilar as lições e tomar as medidas necessárias para evitar a reincidência. E é o que, principalmente, no Brasil, parece termos imensas dificuldades em fazer.

Tal como individualmente, às vezes, ficamos marcando passo ou repetindo quedas morais a cada nova encarnação e mesmo dentro delas temos dificuldades de nos libertar dos velhos hábitos, o mesmo se dá na vida em sociedade.

Muito barulho e comoção nas primeiras horas ou dias. Promessas de mudanças, melhoria na fiscalização, aumento de investimento na área, isso e mais aquilo. E pouco tempo depois quase tudo esquecido e voltando como era antes.

Mas aos poucos, iremos nos conscientizado da necessidade de cuidar não só de nós, mas também dos outros, solidários, fraternos, compreendendo que só assim todos poderão se sentir seguros e, enfim, sonhar a cada primeiro de janeiro com uma realidade mais feliz e de paz geral.

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