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Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 134ª edição | 07 de 2019.

A alma, da morte à nova gestação

Por Wilson Czerski

Da mesma maneira que começamos a morrer no dia em que nascemos, podemos afirmar que começamos a renascer no dia que desencarnamos. Enquanto estivermos condicionados pela necessidade a reencarnar, o intervalo entre duas passagens pelo palco terrestre, ou período de intermissão, será marcado pela transição do que acabou de ser vivenciado e aquilo que se espera para a seguinte.

Embora não existam dois casos absolutamente iguais para o que acontece após desencarnarmos, podemos dizer que, via de regra, todo espírito ao abandonar o corpo físico passa por uma fase variável de curtíssima a até muitos anos, a que os Instrutores chamam de ‘perturbação’. Não se trata aqui de que eles irão perturbar alguém ou serem perturbados por outros e, sim, o de vivenciar um estado de confusão, de não saber exatamente o que lhes acabou de acontecer como se estivessem em meio a um nevoeiro ou despertando de um sono muito profundo.

A duração desse período depende em parte do conhecimento que se possuí sobre a realidade espiritual, do que vamos encontrar após a morte, mas, principalmente, do caráter e conduta moral que se teve na vida terrena que acabamos deixar.

Isso praticamente também representa o início da fase de readaptação à vida espiritual que pode incluir cuidados especiais prestados pelas equipes de socorristas e amparo aos que tiveram morte violenta e o período de convalescença para os casos de enfermidades muito longas ou acompanhadas de muito sofrimento.

Após tudo isso – e estamos falando de espíritos de condições evolutivas medianas – esses indivíduos serão convidados e orientados para o desempenho de várias atividades, como revisão e análise de todas as experiências, especialmente mas não só, da última reencarnação. Serão submetidos a estudos, cursos e, dentro de suas possibilidades, inseridos em tarefas de cooperação a outros espíritos.

Cada fase do ciclo biológico ou desenvolvimento físico merece ser bem estudado para que as potencialidades do espírito possam ser maximizadas. Mas nossa curiosidade nos leva a querer saber como a reencarnação seguinte é determinada.

É Deus quem ordena? Somos nós que em um belo dia resolvemos renascer por aqui? O que nos leva a nascer aqui ou ali, em tal ou qual família, nesta e não em outra situação de saúde, econômica, social, etc?

Depois de períodos que podem variar de, raramente alguns meses, até muitas décadas e até séculos, serão encaminhados para uma nova experiência terrena e, então, sim, muitos cuidados serão dedicados a esse indivíduo preparando-o o máximo possível para que ele tenha pleno êxito na nova incursão ao mundo de matéria densa.

É preciso que se diga logo que não existe um padrão destes acontecimentos ‘pré-reencarnatórios’ e, provavelmente, o principal fator que diferencia uma reencarnação de outra é o grau de desenvolvimento intelectual e moral que o reencarnante possui. Os mais evoluídos participam mais direta e efetivamente em todo o processo enquanto os medianos têm menos capacidade para fazer isso de maneira consciente; os bem primitivos não possuem consciência alguma e os operadores destas tarefas fazem tudo por eles.

Estamos falando aqui do chamado Planejamento Reencarnatório onde são traçadas as linhas gerais do destino: época do retorno, componentes da família, desenho do corpo físico (condições gerais de saúde, hereditariedade, limitações, deficiências), profissão ou possibilidades de desenvolvimento em áreas específicas (talentos, habilidades), condições sociais, nova família e filhos, etc.

Portanto, o ciclo reencarnatório não começa com o nascimento, mas com os preparativos que o antecedem ainda na dimensão extrafísica, seguido do período de gestação. 

Importante frisar que o planejamento é uma ‘carta de intenções’. Pelo livre-arbítrio o indivíduo sempre poderá mudar muita coisa: seguir esta ou aquela profissão, casar com Fulano ou Beltrano e assim continuar ou descasar, ‘x’ ou ‘y’ número de filhos, viver em tal ou qual cidade, manter uma boa saúde ou comprometê-la pelos excessos, desertar ou assumir tarefas espirituais. 

Mas, segundo André Luiz, em “Missionários da Luz”, o planejamento reencarnatório é exceção e não regra. A maioria se faz em “moldes padronizados”. Também nessa obra ficamos conhecendo detalhes sobre os cuidados relativos à ligação do reencarnante à célula-ovo e na questão 344 de “O Livro dos Espíritos”, consta que a ligação se dá no justo instante da concepção através de um laço fluídico que vai se apertando cada vez mais até nascimento. Com essas explicações amplia-se a nossa compreensão a respeito do conceito do aborto provocado.

Já em “Evolução em dois mundos”, do mesmo autor, somos informados de que os espíritos medianos passam pela sonoterapia para que os princípios psicossomáticos se adaptem ao restringimento do perispírito. E a Q. 351 de OLE esclarece que no intervalo entre a concepção e o nascimento, cresce a perturbação, limitando cada vez mais a liberdade do espírito, assemelhando-se ao estado durante o sono. 

Pela consolidação do estudo de todo o conteúdo das chamadas Obras Básicas e segundo outras fontes, sabemos que nem todo processo reencarnatório é idêntico. Quanto mais perto do nascimento, as ideias e lembranças de todas as vidas passadas e das vivências como desencarnado se apagam. Entretanto, a depender do grau evolutivo, o espírito mantém certo grau de liberdade durante quase toda a gestação, podendo até mesmo manifestar-se à distância mediunicamente.

Conjugado ao fator afinidade e harmonização com os espíritos dos pais e o estado orgânico e psicológico da mãe, espíritos mais equilibrados e elevados moralmente cruzarão esse período de modo muito mais tranquilo do que um espírito agressivo, moralmente desajustado e com compromissos graves a atender na futura encarnação.

Então, um espírito que pôde contar com um bom apoio desde os primeiros preparativos para a próxima encarnação desfrutará também de mais liberdade durante os primeiros meses da gestação e poderá participar dela ativamente, contribuindo para o êxito do projeto. Talvez só nas últimas semanas ou dias é que será envolvido por um sono mais profundo.

Já um espírito que está sendo convocado à reencarnação compulsória, por exemplo, talvez tenha que ser medicado magneticamente durante o tempo todo para não atrapalhar e até mesmo levar ao fracasso a gravidez (aborto espontâneo).

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