ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 100ª edição | 11 de 2013.

Divulgação e Responsabilidade

  • Octávio Caúmo Serrano Octávio Caúmo Serrano

Há quem imagine que para se criar uma associação basta elaborar estatutos, definir seus objetivos, ter um domicílio fiscal e eleger uma diretoria. Obtido o correspondente CNPJ e indicando um responsável perante a lei, ganha personalidade jurídica e está pronta para ser mais uma sociedade a atuar na finalidade a que se propôs.

Quando se trata de uma entidade beneficente, de qualquer tipo, há que se definir, também, quem serão os responsáveis pela parte financeira, se comporta um quadro associativo e quem executará os trabalhos de rotina, como atendimento ao público, divulgação das tarefas e outras atribuições. Esse é o caso, por exemplo, das Associações dos Divulgadores do Espiritismo, as quais têm atribuições muito importantes para que a Doutrina seja clara e eficientemente divulgada.

Depois de tantos anos de teorias espíritas que não diferem das de outros segmentos religiosos, quando afirmamos que temos, que devemos e que precisamos fazer ou providenciar isto ou aquilo, vemos que o momento atual é de atitudes e não de simples teorias. Já disse o nosso Bezerra que devemos parar de falar em caridade e começar a ser caridosos. De simples premissas estamos cansados, partindo de políticos, de psicólogos, de ecologistas, de filósofos e mesmo de religiosos. Frases expressivas, palavras de efeito, de impacto, que às vezes emocionam até as lágrimas, mas sem produzir ações. Fazemos discursos e passeatas em favor da paz, mas continuamos extremamente belicosos; em casa, na rua, no trabalho e, muitas vezes, no próprio centro espírita.

Como deve ser divulgado o Espiritismo, seja por jornal, por rádio ou TV? Seja por mensagem, por palestra, pelo atendimento fraterno ou estudo doutrinário regular? Devemos divulgá-lo enfatizando o tríplice aspecto da caridade: perante Deus, perante o próximo e perante nós mesmos! E não podemos descuidar da caridade moral enquanto nos ocupamos da caridade material, supondo que basta e que é a mais importante. As duas devem caminhar de mãos dadas, aplicando-se cada uma no momento próprio.

É preciso estimular as pessoas para que estudem sempre mais e mais, porque a principal razão de reencarnarmos é cuidar do nosso próprio aprimoramento. Se ao melhorar-nos ajudamos a melhorar os outros, com palavras e com exemplos, será ótimo. Mas não podemos abrir mão do nosso próprio progresso no caminho da evolução.

Os espíritas são vigiados e cobrados mais do que os praticantes de outras doutrinas. Assim como somos muitas vezes os mais combatidos, somos também quase sempre os mais respeitados porque construímos obras que se identificam com o bom cristão. E no convívio com outras pessoas, servimos de espelho para que nos imitem. Portanto, é preciso cuidado. Disse Kardec, certa vez, que não o preocupavam os inimigos da Doutrina dos Espíritos, porque nada podiam fazer contra nós. Ele demonstrava mais apreensão com os maus espíritas porque dizem inverdades em nome do Espiritismo, pela falta de conhecimento.

O Codificador, depois de lançar O Livro dos Espíritos, em 18/04/1857, logo a primeiro de janeiro do ano seguinte começou a edição da Revista Espírita para divulgar as notícias envolvendo o movimento, cobrindo o intercâmbio entre os centros, comentários sobre a doutrina, ou seja, manteve permanente atualização  do Espiritismo, mesmo com os limitados recursos de comunicação da sua época. Ele se preocupava em saber como O Livro dos Espíritos fora recebido pela sociedade já que tudo era novidade!

Noventa dias depois, em 01/04/1858, criava a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, o primeiro Centro Espírita para reuniões e estudo regular do Espiritismo. Definia, a partir de aí, duas formas importantes de divulgação doutrinária: escrita e falada. Não bastasse e empreendeu diversas viagens para ver, de perto, a atuação dos centros e oferecer orientações.

Nossos tempos são mais dinâmicos, porque dispomos de outras tecnologias. Podemos utilizar a divulgação escrita por meio de diferentes veículos: jornais, revistas, livros, internet. Importante também é a divulgação radiofônica ou televisada. Todavia, não podemos desprezar o estudo interativo porque de cada pergunta, de cada dúvida de uma pessoa nascem muitas respostas para diferentes análises e também benefício para outros que podem ter dúvidas ou problemas iguais ou semelhantes.

O que gostaríamos, porém, é que os confrades valorizassem mais o esforço dos editores e produtores de meios de divulgação e que cada espírita fosse um canal multiplicativo para que a notícia chegue aos leigos. Sem a intenção de fazer proselitismo, temos de saber responder às perguntas que nos são feitas e esclarecer dúvidas que nos tragam. Corretamente, porém!  Todos nós somos o Espiritismo e ele espera muito de nós!

Há vezes que desejamos colaborar com o Espiritismo e não sabemos como. Fácil comprar um quilo de alimento e mandar para uma instituição. Mas uma forma eficiente de colaboração é dada com a assinatura de um veículo de divulgação doutrinária porque, além de colaborar com os que penosamente mantêm a responsabilidade de editá-los, quando o jornal ou revista chega à casa do assinante poderá ser lido por familiares não espíritas, que muitas vezes tentamos levar para o Centro, sem consegui-lo, e que despertarão pela leitura de alguma matéria da edição. 

Cada espírita deve colaborar com cada instituição que divulgue o Espiritismo, seja de que maneira for, porque é um trabalho de permanente caridade e sempre sacrificial. A divulgação do Espiritismo é sempre resultado da doação de alguém, que muitas vezes, além de dar de si, dá também do seu. É comum que o abnegado não dê apenas o seu tempo e a sua boa vontade, mas também o seu dinheiro. Um ideal que só os que fazem podem compreender.

Inteire-se mais sobre os problemas da entidade de que você participa e desfrute a alegria de ser um participante efetivo num trabalho importante de amor ao próximo! E assine, pelo menos, um veículo espírita; para você ou como presente a alguém que você gosta.

Referências

(*) articulista, orador, autor dos livros “Pontos de Vista” e “Modo de ver” e responsável pelo blog do C. E. Os Essênios (www.essenios.wordpress.com).

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