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Jornal Comunica Ação Espírita | 104ª edição | 07 de 2014.

Traços Biográficos

A médium que convenceu Cesar Lombroso

Vamos falar hoje da italiana Eusápia Paladino. Nascida em 31/03/1854, foi a primeira médium de efeitos físicos a ser submetida a experiências por quase duas dezenas de cientistas como Alexandre Aksakof, César Lombroso, Charles Richet, Enrico Morselli, Pierre Curie, De Rochas, Camile Flammarion, Ernesto Bozzano, Oliver Lodge.

Também foi estudada pelo prof. Felipe Bottazi, diretor do Instituto de Fisiologia da Universidade de Nápoles, Dr. Galeoti, prof. de Patologia Geral, Tomás de Amicis, da cátedra de Dermatologia e Sifilografia, Oscar Scarpa, físico e prof. de eletroquímica da Escola Superior Politécnica de Nápoles, senador Cardarelli, prof. de clínica geral. Para tanto usavam manômetros, tímpanos, registradores de Marey e metrônomos.

As primeiras manifestações surgiram aos 14 anos, na forma de levitação de objetos. Conheceu o Espiritismo aos 23 através do Signor Damiani e tonou-se conhecida a partir de 1888 quando o professor École Chiaia fez publicar no jornal II Fanfulla dela Domênica uma carta dirigida a Cesar Lombroso, descrevendo suas experiências com ela.

Lombroso, o célebre antropólogo criminal, começou a estudá-la em 1891, juntamente com uma equipe composta, entre outros, pelo professor Schiaparelli, diretor do Observatório de Milão, Gerosa, catedrático de Física e Charles Richet, da Universidade de Paris. Muitas sessões foram realizadas com eles e outras mais após com estudiosos da Europa e América, inclusive fora de Nápoles, sua cidade natal, pois esteve em Roma Gênova, Milão, Varsóvia, Ilhas Francesas.

A motivação inicial de Lombroso para estudar Eusápia era desmascarar aquilo que ele julgava como pura fraude, mas acabou plenamente convencido da realidade dos fenômenos produzidos por ela quando em certa ocasião pode dialogar com o espírito de sua mãe materializado. Mais tarde confessaria a famosa frase: Estou cheio de confusão e lamento haver combatido, com tanta persistência, a possibilidade dos fatos chamados espíritas. Consta que também o conterrâneo da médium, Ernesto Bozzano, teve o privilégio de autenticar a presença do espírito de sua mãe no recinto de uma das reuniões com ela.

Em 1894 Richet foi visitado por Aksakof, então diretor do Psychische Studien e aceitou o convite para conhecer os fenômenos. Poucos meses depois, em Milão, estudaram Eusápia junto com Lombroso. O prof. Christoph Schröder, no jornal de Hamburgo, declarou que Richet participou de 200 sessões de materializações, muitas delas com Eusápia e em sua própria residência. Ele considerou autênticas as levitações parciais e completas de mesa, além de outros fenômenos de efeitos físicos. Richet foi presidente da Sociedade de Pesquisas Psíquicas que à época já publicara cinco volumes de fenômenos.

No ano seguinte, o casal de vencedores do Nobel, Pierre Curie e Marie Curie também atestaram a autenticidade dos fenômenos de efeitos físicos produzidos por ela: mesas com quatro pernas suspensas, movimentos de objetos até a certa distância, mãos que beliscam ou acariciam a pessoa, aparições luminosas... como explicar o fenômeno quando se está segurando as mãos e os pés dela e quando a luz é suficiente para se ver tudo que acontece?

Em 1908 foi estudada pelo pesquisador italiano Enrico Imoda, que detectou radiações semelhantes às do rádio e dos raios catódicos emanados da médium. Usando o próprio dedo, o de Richet ou Myers (às vezes sujo com pó de giz) escrevia no ar e aparecia na parte interna da jaqueta do primeiro, no lado debaixo do tampo da mesa ou numa folha interna de bloco novo de papel, tudo à luz do dia. Nas sessões de materializações, apareciam vários espíritos, mãos de homens, mulheres e crianças, distribuíam ruidosos beijos nas frontes ou levitavam.

Oliver Lodge, professor de Filosofia Natural do Colégio de Bedford, catedrático de Física da Universidade de Liverpool, Reitor da Universidade de Birmingham, e presidente da Associação Britânica de Cientistas, após as experiências realizadas com Eusápia, apresentou um relatório à Sociedade de Pesquisas da Inglaterra e também foi categórico quanto à veracidade dos fenômenos protagonizados por Eusápia.

Apesar disso, algumas dúvidas foram levantadas a respeito. No livro “No Invisível”, de Léon Denis, consta que Richard Hodgson teria apanhado fraudes inconscientes de Eusápia. Também Henry Sidgwick, primeiro presidente da Sociedade de Pesquisas Psíquicas, de Londres, ao estudá-la, teria confirmado suas suspeitas de fraude ou inexistência da mediunidade.

O mesmo teria acontecido na observação em conjunto de W. S. Davis, John W. Sargent e James L. Kellogg que alegaram que as levitações eram truques. Segundo eles, a mesa era equilibrada em cima pela mão dela e “por baixo era levantada pelo dedão do pé, formando uma pinça humana perfeita”, o que nos parece bem difícil de se executar, dado o tamanho da mesa usada numa das sessões da qual há registro fotográfico.

Em 1910, a médium esteve em Nova York. Durante uma sessão no claro, teve as mãos e os pés controlados pelo mágico Howard Thurston ("The King of Cards") e um assistente.  Após os trabalhos, Howard declarou: Fui testemunha pessoal das levitações da mesa da senhora Paladino... e estou absolutamente convencido de que os fenômenos que vi não eram devidos à fraude e não foram executados nem por seus pés, nem por seus joelhos ou mãos."

A médium faleceu na pobreza, uma vez que do pouco que possuía tinha o hábito de distribuí-lo com os pobres no exercício da caridade. Isso foi em 09/07/1918, portanto, neste mês de julho completou 96 anos de desencarnação. 

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