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Jornal Comunica Ação Espírita | 107ª edição | 01 de 2015.

O primeiro centro espírita

Por Carlos Augusto de São José

Em 1858, começava a organização doutrinária do Espiritismo. Após o extraordinário sucesso do lançamento de “O livro dos Espíritos”, em 18 de abril de 1857, Allan Kardec viu-se assoberbado por indagações e questionamentos vindos de toda a Europa, em particular da França. Uma excitação espiritualizada, permeada de anseios místicos, tomava conta de milhares de interessados pela nova e confortadora Mensagem.

O Codificador temeu pela sorte do Espiritismo. Manifestou sua preocupação aos benfeitores, por meio de Ermance Dufaux. Era 15 de novembro de 1857. Desejou renunciar aos dois empregos que tinha, para dedicar-se integralmente ao movimento inicial. Receava a ação de aventureiros: “Temo que outros me tomem a dianteira”. À angústia manifestada, os espíritos superiores responderam: “Por enquanto, não deves abandonar coisa alguma; há sempre tempo para tudo; mova-te e conseguirás”.

Ele desejava editar um jornal espírita. Moveu-se e conseguiu. Em 1° de janeiro do ano de 1858, circulava o primeiro número da “Revista Espírita”.

Ardoroso na fé, ambicionava mais. As reuniões espíritas eram feitas precariamente em sua casa, na Rua dos Mártires, em Paris. Emance Dufaux tornara-se a principal médium. Mensagens grandiosas eram recebidas. A sala não comportava mais de 15 ou 20 pessoas, mas, quase sempre, tinha 30 ou mais. Príncipes e operários ali se acotovelavam. Foi feita coleta de recursos para alugar um espaço e formar uma instituição que congregasse legalmente todos os interessados.

Um general influente do exército francês, denominado “X”, simpatizante da nova Doutrina, obteve a autorização necessária. Era 1° de abril de 1858. Surgiu a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, no Palais Royal, Galeria de Valois, onde permaneceria por um ano. Transferiu-se, posteriormente, para um salão do Restaurante Donix e, finalmente, se fixou na Rua Passagem Sant’Ana 59.

Na “Revista Espírita” do mês de maio de 1858, editou modesta nota dando publicidade à fundação da Sociedade que teve permissão do prefeito de polícia e do Ministro do Interior e da Segurança Geral, com a finalidade de receber em Paris “os estranhos que se interessavam pela Doutrina Espírita”, além dos associados.

Era como ele chamava “um centro regular de observações”.

Kardec mais tarde confidenciaria que enfrentou muitas lutas provocadas por frequentadores animosos e pouco homogêneos.

O Espiritismo ficava assim fortemente vinculado a esse ano da graça de 1858. Surgiram o primeiro veículo de divulgação dos princípios espíritas e o primeiro centro espírita na história da Humanidade.

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