ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 107ª edição | 01 de 2015.

Traços Biográficos

Léon Denis nasceu em Tours, França, no primeiro dia do ano de 1846 (esta seção o homenageia pela data) e desencarnou em 12/04/1927, aos 81 anos de idade. Espírita desde os 18 anos, maçom, filósofo iluminista e autodidata, enfrentou fortes resistências às ideias que abraçou e divulgava com entusiasmo, por parte dos positivistas, ateus e do clero.

Com 64 anos de idade, o chamado Apóstolo do Espiritismo, praticamente perdeu toda a visão, mas não abandonou o trabalho. Em 1925, em Paris, foi aclamado presidente do Congresso Espírita Internacional.

Sua bibliografia é composta por cerca de uma dezena e meia de obras, dentre as quais a mais conhecida é “O Problema do ser, do destino e da dor”, onde transborda exuberante a sua linguagem poética para descrever Deus, o universo e a alma humana.

Outras obras de destaque, verdadeiros clássicos da literatura espírita são “Depois da Morte” e “No Invisível”. Não menos importantes são “Cristianismo e Espiritismo”, “Provas Experimentais da Sobrevivência” e “Socialismo e Espiritismo” na qual demonstra sua simpatia pelas ideias que visavam estabelecer a universalização de direitos, oportunidades e recursos a todos os indivíduos. Ainda há que se citar “Joana D’Arc, médium”, “O grande enigma” e “O porquê da vida”.

Abaixo listamos frases, declarações e informações de Léon Denis contidas em algumas dessas obras, nem todas especificadas. A liberdade – diz ele – deve ser alcançada, a física pela moderação; a intelectual pela busca da verdade; a moral pela busca da virtude.

E define Socialismo: É o estudo, a pesquisa e a aplicação de leis e meios suscetíveis de melhorar material, intelectual e moralmente a humanidade. Em “O Problema do ser...” ele declara que há uma dolorosa gestação da consciência nos reinos inferiores da natureza... Pela dor nos libertamos dos vícios, da ignorância, do passado delituoso, dos efeitos infelizes da inferioridade da carne. Se a reforma, a elevação, não se dá espontaneamente, é a dor que se encarrega de despertar o mundo íntimo. 

No livro “Obras Póstumas”, de Allan Kardec, (2ª ed. Lake, 1979, p. 255) consta uma nota do Revisor relacionada a resposta, dada por um espírito, recebida pelo Codificador numa sessão em sua casa em 22 de dezembro de 1861, tratando de sua sucessão no trabalho da Doutrina Espírita. A nota diz que “O sucessor natural de Kardec foi Léon Denis ... que consolidou a obra do mestre”. E recomenda a leitura do livro Vida e Obra de Léon Denis, de Gaston Luce (Edicel, coleção Vidas Missionárias).

O espírito comunicante informa que a ele, Kardec, coubera a concepção enquanto o outro seria incumbido da execução. A Kardec eram necessárias “a calma e tranquilidade do escritor que amadurece as ideias no silêncio da meditação; ao sucessor “a força do capitão que comanda um navio...”.

Em “No Invisível”, Denis explica que a maior causa do fracasso dos cientistas nas experiências espíritas é o seu método inadequado, ideias preconcebidas e preconceituosas, a incredulidade e rigor usado pelas outras Ciências (ambiente sem assepsia espiritual, tumultuado, o médium visto como máquina e querer submeter os desencarnados a seus caprichos).

Duas frases atribuídas a Denis e frequentemente repetidas no meio espírita merecem retificação. Uma delas serve de alerta ao Movimento Espírita e encontra-se no frontispício deste periódico (1ª página). Lemos ali que O Espiritismo será o que dele fizerem os homens quando o correto seria O futuro do Espiritismo será o que os espíritas fizerem dele. A outra possui uma variação maior. Enquanto a maioria reproduz que Denis teria afirmado em “O Problema do ser...” que a alma dorme na pedra, sonha no vegetal, agita-se no animal e desperta no homem, o que ele realmente escreveu foi: a alma dormita na matéria bruta, acorda na matéria orgânica, adquire atividade, se expande e se eleva no espírito. E em outro ponto repete: E na planta a inteligência dormita, no animal ela sonha; só no homem desperta. Em “No Invisível”, ele afirmou que O Espiritismo se tornará a Religião científica do futuro.

O guia espiritual de Léon Denis foi Jerônimo de Praga, discípulo de John Huss, o reformador tcheco queimado pela Igreja. Denis avisava: a doutrina exposta por Allan Kardec não pode ser um sistema definitivo... se transforma sem cessar e... está aberta à luz e às descobertas do futuro.

Sobre Deus declarou, no livro “Cristianismo e Espiritismo”: Deus não tem forma, mas pode revestir uma para aparecer às almas elevadas. Em “Além da Morte e a Sobrevivência” ensina que os espíritos inferiores têm perispírito e por isso sentem fome, frio e dor. E novamente em “O Problema do ser...” conclui que o intervalo entre as reencarnações é de 20 a 30 anos. 

Sobre alguns estudos acompanhados ou citados por Léon Denis, destacamos os seguintes. Em "No Invisível", menciona os  experimentadores Armstrong e Reimers que usaram balanças registrando diminuição do peso dos médiuns durante as sessões de materializações devido à transferência de ectoplasma. De volta ao “No Invisível”, Kate Fox, uma das protagonistas dos raps em Hydesville, em 1848, teria sido testada por Livermore em 1861 e somente na 24ª tentativa ele teria conseguido obter o desenho de sua esposa falecida. Depois teve uma comunicação direta com ela através do espírito materializado.

Finalmente, falando-se em comunicações com parentes falecidos, em “Manifestações depois da morte” Denis cita que Russel Wallace – praticamente coautor de Charles Darwin na formulação da teoria da Evolução das Espécies – e o Dr. Thompson obtiveram fotografias transcendentais de suas mães desencarnadas havia muitos anos.

Aqui no Brasil há uma grande instituição espírita no Rio de Janeiro que conta, inclusive com uma editora. Trata-se do Centro Espírita Léon Denis ou abreviadamente CELD, fundado em 1961.

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